''A silhueta torcida.O vulto das quatro pontas.Furacão da discórdia.
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A criatura não tem medo,e nem face.Ninguém sabe onde vive,de onde veio, ou de quem nasceu.Não possui um padrão de visitas,e nem mesmo um padrão de movimentos.O Assombrado se move de forma inesperada e nauseante.Ataca os guerreiros com as próprias mãos.Suas unhas furam as carapaças mais duras,e a consciência mais sólida.
Nenhum filho de Adão mantém as estribeiras quando presencia seus atos - e sua dança sangrenta, hipnotizante e graciosamente letal.A besta sem rosto foi a responsável pela morte de reis,guerreiros e camponeses.
Junto de milhares de almas levadadas,foram-se também as relíquias dos reinos.
A sua última visita ao mundo dos mortais foi marcada pelo roubo do Meteorito Angélico - Relíquia que pertencia ao Rei Dravonihr - que diziam ser um presente de Deus para o rei,e os filhos dos filhos do rei.Supostamente,o minério misterioso teria bençãos.
A pedra foi roubada.Corpos foram ceifados.E nenhum filho de Adão que encostou no Demônio está vivo para contar como foi o encontro.
Somos meros filhos de Adão...impuros desde sempre.Indignos desde sempre...
Às vezes eu penso que O Vulto das Quatro Pontas veio para limpar a Terra profanada por nós.
Depois de sua origem,a terra se tornou rubra.
Quieta.'' - Diário de Vilvikhas.Página nove.

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